Agenda do autoengano
Ah, a liberdade.
Um dia chego lá.
Pego umas roupas e me jogo no mundo.
Ah, um dia...
Só com uma mochila,
caio na estrada.
Um dia tomo coragem.
Hoje não dá. Ainda não dá.
Mas ah, um fim de tarde laranja, né?
E as estrelas no interior de Minas?
O clima em Montevidéu...
Ah, um dia... um dia eu vou, ein!
Pego umas roupas e me jogo no mundo.
Só com uma estrada,
caio na mochila.
Não me falta coragem!!!
Mas esse ano ainda não dá.
ahhhrgg, essa liberdade...
<silêncio>
Foda. Um dia eu vou.
Grandes Peixes Vorazes
Aquele lugar. Aquele lugar era escuro. As luzes que piscavam tiravam de mim toda noção de tempo. Tudo ali parecia esquisito. Desde a temperatura muito fresca se comparada ao calor das ruas ao cheiro de chiclete no ar. E as pessoas. Essas pessoas maquiadas atraindo atenção para si. Cada uma e todas as meninas tinham um jeito estranho. Elas projetavam sensualidade pra cima de tudo de uma forma tão vulgar. Os caras por sua vez ficavam embasbacados com qualquer desses movimentos femininos e faziam para elas. Faziam tudo o que elas pediam. Era um círculo ridículo. Elas se insinuavam e os caras davam. Elas se insinuavam mais, os caras davam mais.
Assinar:
Comentários (Atom)

