Uma cobra na maleta


Contextualizando: essa é a segunda parte do texto "À esquerda do meu sofá. Dito isto, posso seguir... No segundo turno dessas eleições (do lado esquerdo do pensamento político) houve várias formas de expressar seus sentimentos na urna. Houve o voto de quem era convicto no PT: o voto da esperança; houve o voto de quem era desconfiado do PT mas aplicou o voto de veto ao PSDB: o voto de segurança; mas também houve quem repudiava ferrenhamente o PT, não encontrava argumentos para sua escolha e, ainda assim, aplicou veto: ou o voto de "quem tem cu, tem medo".

À esquerda do meu sofá


Sobrevivemos. Depois das eleições mais violentas que já enfrentamos, acho seguro dizer que, sim, sobrevivemos. Mas digo em tom de preocupação. Afinal essa foi (apenas) a sétima edição de nossas eleições desde a abertura militar. Nossa sétima demonstração de democracia. E nesse quesito, como visto, somos uma criança recém saída das fraldas. Seja pela pirraça, pelo mimo ou teimosia, nós fizemos uma zona em casa. Mas crescer é uma constante de acertos e erros, que em conjunto somam aprendizados e solidificam nosso caráter. Sendo bem sincero, acredito que esse processo eleitoral foi uma baita experiência para nós - essa criança. E por isso este e meu próximo texto irão tratar sobre isso. De um ponto de vista bem pessoal vou tentar conversar sobre o que aprendi durante esses dias, esperando que daqui a dois anos eu discorde ou questione tudo que escrevi aqui. Pelo bem de meu próprio amadurecimento.