
Olhei o relógio.
Mais por hábito. Não queria saber a hora. O tempo de espera não era importante. A ansiedade me fazia companhia, assim como o sorriso que se contraía pra sair. Faltava você, mas só por enquanto. Até que... Pronto. Não falta mais e o sorriso abriu e a ansiedade se foi. Ver você vindo na minha direção com o mesmo sorriso, a alguns segundos de um beijo de saudade, que antes eram minutos, que antes eram horas, que não tiveram tempo de ser dias - a vi ontem afinal.
Mais por hábito. Não queria saber a hora. O tempo de espera não era importante. A ansiedade me fazia companhia, assim como o sorriso que se contraía pra sair. Faltava você, mas só por enquanto. Até que... Pronto. Não falta mais e o sorriso abriu e a ansiedade se foi. Ver você vindo na minha direção com o mesmo sorriso, a alguns segundos de um beijo de saudade, que antes eram minutos, que antes eram horas, que não tiveram tempo de ser dias - a vi ontem afinal.
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Um abraço apertado pra sentir sua presença.
Um abraço apertado pra sentir sua presença.
- Como você tá? - perguntei.
- Agora melhor! - e outro sorriso. Seu. e Meu também.
Outro beijo.
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O vento no rosto. Na verdade, somos só nós andando rápido.
Olho pro lado, ao meu lado. Seu perfume, seu andar, seu corpo.
Perco o passo, fico dois atrás. Você puxa minha mão. "Me distraí, desculpa."
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Como é fácil se distrair: você der
rubou o copo, eu, o garfo.
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- Quer mais alguma coisa?
- Sim, você.
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Fecho a porta.
Você tira minha camisa.
Eu tiro a sua.
Te beijo.
Você abre meu cinto.
Você me beija.
Tiro meus tênis.
Você, as botas.
Chupo seu pescoço.
Você morde minha orelha.
Desabotoo sua calça.
Tiro a minha.
Você me agarra.
Te beijo. Você me beija.
Viro você, solto seu sutiã.
Não resisto - te agarro. Ainda falta sua calça.
Desço minha mão, desço junto, desce a calça, desce a calcinha.
Você puxa meu cabelo. Subo minha boca, minha mão, teu corpo, teu peito, teu gemido.
Te levanto no colo. Tuas coxas me abraçam.
Te levo pra cama.
Deitamos.
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Acordo. antes de você alguns minutos. é o suficiente.
Meu braço meio dormente. tiro aos poucos de baixo do seu pescoço.
Sento. você ainda deitada em terna volúpia. Teu corpo ao longo da cama, como que abraçada no lençol, enrolada na coberta, agarrada no travesseiro. teus cabelos, negros, preenchendo o espaço em branco da fronha.
Me faz lembrar o perfume que sinto ao mergulhar fundo no mar negro das suas madeixas, encontrando terra firme na sua nuca, no lóbulo da sua orelha e voltando pra realidade. Me faz pensar que nesse travesseiro vou voltar a dormir com seu cheiro mais uns dias, até você voltar.
É nesse momento, em que posso sentir o amor, posso tocá-lo, que você sente um calafrio e estremece. Sua mão me procura ao lado na cama e puxa meu corpo de volta num abraço pra te aquecer. Os corpos se encontram, se aquecem, se aquietam, se asseguram. Voltamos a encaixar como na noite passada, como na semana passada, como na vida.
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Lindo
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